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sábado, 24 de novembro de 2012

Lenda: Cabocla Jupiara

 Nasceu na Tribo dos Bororos, que viviam entre as terras do Alto Pantanal, no estado de Mato Grosso e da Serra do Caiapó, em Goiás. Sua tribo costumava s
e deslocar entre os Rios Paraguai e Araguaia, para coleta e caça. Eram amigos da natureza, viviam em paz com outras tribos e não apresentaram problemas com a chegada do homem branco. Quando os jesuítas se instalaram, os Bororos auxiliaram seu trabalho na fundação de várias "Missões" e também deram suporte aos bandeirantes em suas viagens pelo interior das matas.
Jupiara gostava das mudanças que sua tribo fazia ao se deslocar pelas margens do rio e da floresta; assim, ela podia conhecer novas plantas e animais. Sua maior alegria era enfeitar-se com flores coloridas e conversar com as araras e papagaios da região. Costumava usar grãos de sementes e frutas variadas para atrair os pássaros. Também sentava na margem do rio e alimentava os peixes só para vê-los mais próximos de si. Seus pais lhe chamavam de Jupi Iara , que quer dizer: Senhora das Plantas e das Águas. Ela não se considerava uma índia bonita, porém era simpática e inteligente e sabia interagir perfeitamente com outros costumes. Com isso, casou-se com um bandeirante, após a permissão dada por seus pais. Teve três filhos e faleceu de hemorragia, durante o terceiro parto."
Jupiara tornou-se uma guardiã da natureza e seu espírito era visto por muitos índios, andando em meio a tribo ou a beira do rio. Eles alegavam sentir o perfume das flores e ouvir o canto dos pássaros nesses momentos. Seu espírito era visto principalmente após o nascimento de uma criança, ou depois da mudança da tribo. Alguns diziam ver uma índia iluminada, cercada de diversas flores e araras. Assim, Jupiara seguiu trabalhando e tornou-se mais uma Cabocla da Umbanda Sagrada.

domingo, 21 de outubro de 2012

Mensagem de Pai Cipriano

Pretos Velhos levam a força de Zambi a todos que buscam aprender a encontrar sua fé, sem julgar ou colocar pecado em ninguém, mostrando que somente o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar sua vida e seu processo de ciclos reencarnatórios, aliviando os sofrimentos cármicos e elevando o espírito. Assim fortalecem a todos espiritualmente, aliviando o peso do fardo de cada um, e cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente, de acordo com a forma de encarar os acontecimentos de sua vida: “Cada um colhe o que plantou. Se plantares vento, colherás tempestade. Mas, se entender que lutando poderá transformar seu sofrimento em alegria, verá que deve tomar consciência de seu passado, aprendendo com os erros, galgando o crescimento e a felicidade futura. Nunca seja egoísta, sempre passe aos outros aquilo que aprende. Tudo que receber de graça, deverá dar também de graça. Só na fé, no amor e na caridade, poderá encontrar seu caminho interior, a luz e Deus”

sábado, 13 de outubro de 2012

Linha de Ação e Trabalho do povo Cigano


Já comentamos que a corrente astral de Umbanda é aberta a todos os espíritos que queiram praticar a caridade, independentemente de suas origens terrenas e de suas encarnações. Houve época em que dirigentes umbandistas não aceitavam ciganos em seus trabalhos, mas a Umbanda acolhe em suas linhas de trabalho todos os filhos de Deus que queiram praticar a caridade.
Tamanha foi a simpatia do povo umbandista pelas entidades ciganas e grande foi a seriedade do seu trabalho, orientando com sabedoria, ensinando a beleza da criação e a alegria de viver, que foi criada uma “Linha” de ação específica para eles, com sua própria hierarquia, magia e ensinamentos.
Filhos do Vento – O Arquétipo da Liberdade
Uma característica marcante do povo cigano é a liberdade, em relação às nacionalidades, aos padrões sociais e aos preconceitos que escravizam. Os ciganos são poeticamente denominados “Filhos do Vento”, por sua liberdade, fluida mobilidade e errância, sempre ao sabor do vento, percorrendo os quatro cantos do mundo em sua mágica trajetória. Profundos conhecedores dos caminhos, em sua saga milenar vêm recolhendo conhecimentos iniciáticos de todas as culturas e tradições.
Outra característica marcante é o seu conhecimento magístico e curandeiro, principalmente nos campos da saúde e do amor. É lendária a vidência de seus magos e sacerdotisas, que utilizam o elemento espelho, para refletir o Tempo, a memória ancestral, os conhecimentos, a arte da cura e dom da vidência. Por meio das cartas ou outros suportes materiais como bolas de cristal, estralas do mar e simples copos de água, o futuro, o presente e o passado desdobram-se no vórtex temporal de suas visões.

 
Os Ciganos na Umbanda
Os primeiros ciganos acolhidos no Brasil no século XVI, enviados de Portugal como degredados, em 1574, para aqui trabalharem como ferreiros e ferramenteiros. Só vieram como autônomos a partir do século XIX, acompanhando o séqüito de D. João VI.
Na Umbanda, a presença de ciganos tem sido cada vez mais constante e, em muitos terreiros, eles próprios já pedem para que seus médiuns trabalhem com a roupa branca e tenham apenas os seus elementos magísticos, como lenços, baralhos, espelhos, adagas, anéis e outros. Nos déias de suas festas, podem ser utilizados os violinos, a cítara, a viola, os pandeiros e outros instrumentos característicos. A saudação a eles é:  Salve os Ciganos!
Na Linha dos Ciganos encontramos espíritos que tiveram encarnações como ciganos e também espíritos que foram atraídos para essa linha por afinidade com a magia cigana. Por isso, os ciganos na Umbanda não têm obrigatoriamente que falar espanhol ou romanês, ler cartas ou fazer advinhações. Há os espíritos ciganos que fazem isso porque já o faziam quando encarnados e outros não.
O “povo” cigano tem suas cerimônias próprias e tem seus rituais coletivos adaptados à Umbanda e suas sessões são muito apreciadas e muito concorridas, pois seus trabalhos estão voltados para as necessidades mais terrenas dos consulentes.

É uma linha espiritual em franca expansão e temos até linhas de esquerda “ciganas”, tais como a do Senhor Exu Cigano e da Senhora Pomba-Gira Cigana, muito procurados pelos consulentes quando se manifestam nas sessões de trabalhos espirituais.” (Saraceni, Rubens – Umbanda Sagrada – Madras Ed.)
É uma linha espiritual especial, cujas entidades trabalham na irradiação dos diversos orixás, mas louvam sua padroeira, Santa Sara Kali-yê. Seus trabalhos também podem ser sustentados por Pai Ogum – orixá do ar , ordenador dos caminhos – e por mãe Egunitá – o fogo purificador – pois os ciganos sempre estão ao redor de suas fogueiras.
Na Umbanda, atuam como guias espirituais, de maneira extremamente respeitosa e sempre procuram mostrar o caráter fraterno do povo cigano, seu respeito com o alimento e a capacidade de repartir o pão. Aceitam o ritual umbandista, como meio evolucionista, e retribuem com suas ricas orientações e com a alegria de seus cantos e de suas danças.

Mensagem de Preto Velho – Pai João de Aruanda


   Sou preto.Negro como a noite sem estrelas. Sou velho.Velho como as vidas de meus irmãos.
              Mas, se sou ainda negro, é porque trago em min as marcas do tempo, as marcas de Cristo.
              Essas marcas são as estrelas de minha alma,de minha vida.Sou negro.Mas a brancura do 
linho se estampa na simplicidade do meu olhar,que tenta ver apenas o lado bonito da vida.
              Sou velho sim. Mas é na experiência da vida que se adquire a verdadeira sabedoria, aquela que vem do alto.
              Sou velho. Velho no falar velho na mensagem, velho nas tentativas de acertar. A minha força, eu a construí na vida, na dor no sofrimento como alguns entendem, mas naquela decorrente das lutas, das dificuldades do caminho, da força empreendida na subida.
               A força da vida se estrutura nas vivencias. É á medida que construímos nossa experiência que essa força se apodera de nós, nos envolve e nós então nos saturamos dela. É a força e a coragem de ser você mesmo,de não se acovarda diante das lutas,de continuar tentando.
       Sou forte. Mas quando me deixo encher de pretensões, então eu descubro que sou fraco.Quando aprendo a sair de mim mesmo e ir direção ao próximo, ai eu sei que me fortaleço.
          Eu sou preto, sou velho, sou humano. Mas sou humano sem corpo.Sou como você ,sou espírito. Sou errante, aprendiz de mim mesmo.
           Na estrada da vida, aprendi que até hoje, e possivelmente para sempre serei apenas o aprendiz da vida.
         Sou andarilho. Pelas estradas da vida eu corro, eu ando. Tudo isso para aprender que, como você, eu sou um cidadão do universo viajador do mundo. Sou um semeador da paz.
        Sou eu, Pai João de Aruanda.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Lenda: Cabocla Jurema!

Cabocla, filha valente de Tupinambá. Adotada pelo mundo, foi encontrada aos pés do arbusto da planta encantada que lhe deu o nome, e cresceu forte, bonita, com a formosura da noite e a firmeza do dia. Corajosa, a cabocla tornou-se a primeira guerreira mulher da tribo, pois a sua força e agilidade no manejo das armas e na ciência da mata, se tornara uma lenda por todo o continente; onde contadores de estórias, aos pés da fogueira, falavam da índia da pena dourada, que era a própria Mãe Divina encarnada. 

Nada causava medo na cabocla, até o dia em que ela encontrou o seu maior adversário: o amor. Jurema se apaixonou por um caboclo chamado Huascar, de uma tribo inimiga chamada Filhos do Sol, e que fora preso numa batalha. 

Os dias se passaram e o amor aumentava, pois o pior de amar não é amar sozinho e sim ser amado em retorno, pois exige do amado, uma ação em prol do amor. 

Pelo olhar, o caboclo Huascar dizia: 

"Oh doce Cabocla 
meu doce de cambucá 
minha flor cheirosa de alfazema 
tem pena deste caboclo 
o que eu te peço é tão pouco 
minha linda cabocla Jurema 
tem pena desse sofredor 
que o mal destino condenou 
me liberta dessa algema 
me tira desse dilema 
minha linda cabocla Jurema" 

Jurema que aprendera a resistir ao canto do boto, ao veneno da cascavel e da armadeira, já resistira bravamente a centenas de emboscadas e que sentia o cheiro à distância de ciladas, não conseguiu resistir ao amor que fluia do seu peito por aquele guerreiro. Observando o caboclo preso, ela viu nos olhos dele, as mil vidas que eles passaram juntos, viu seus filhos, o amor que os unia além da carne e percebeu que não foi por acaso, que ele fora o único caboclo capturado vivo, e decidiu libertá-lo, mesmo sabendo que seria expulsa da sua tribo. 

Na fuga, seu próprio povo a perseguiu, e em meio a chuva de flechas voando na direção do caboclo fugitivo, foi Jurema que caiu, salvando o seu amado e recebendo a ponta da morte que era pra ele, no seu próprio peito. 

Conta a lenda, que o caboclo Huascar voltou a Terra do Sol e fundou um império nas montanhas andinas e mandou erguer um templo chamado Matchu Pitchu em homenagem a Jurema, onde, só as mulheres da tribo habitariam e lá aprenderiam a ser guerreiras como a mulher que salvara a sua vida. E no lugar onde a Jurema caiu, nasceu uma planta robusta e muito resistente que dá flor o ano inteiro, cujo formato exótico e o tom amarelo-alaranjado intenso chamou atenção de todas as tribos, pois tudo dessa planta poderia ser utilizado, desde as sementes, até as flores e o caule; e porque as flores dessa planta estão sempre viradas para o astro maior; ela ficou conhecida como girassol.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Palavras de Zé Pilintra


Muitos me chamam de malandro, aproveitador, enganador até de exu sou chamado! Éééé!!! Os encarnados gostam de colocar muitas palavras na "boca dos mortos" o que nem sempre traduz aquilo que nós deste lado de cá da vida realmente somos.
Mas como nossa Umbanda já passou de seus 100 anos, resolvi agora dar a minha palavra para "fechar" um pouco a boca daqueles que muito falam da Umbanda e suas entidades, mas infelizmente nada sabem da mesma e muito pouco de nós.
Quando falamos de "malandros", logo lembramos daquele que leva vantagem em tudo na vida, enganando, mentindo e se aproveitando da boa vontade dos que são conhecidos como mais fracos o que eu José Pelintra diria "menos informados e preparados em sua fé"!
Para quem tem uma mente doentia este seria o melhor adjetivo para os malandros, mas nas próximas linhas "camarada" vou lhe mostrar o "outro lado da moeda".
Um verdadeiro malandro sabe:
Driblar os obstáculos que a vida lhe impõe com um sorriso e confiança em Deus, pois se tudo na vida tem começo e fim inclui aí também a nossa passagem neste mundo, suas dores não são eternas. Sorrir quando tudo é alegria é fácil, ele já nasce na face, mas sorrir e ter fé quando as coisas andam meio "de lado" é só para quem tem ginga.
Malandragem não é se julgar coitado esquecido de Deus e dos Orixás, é mexer-se, fazer a diferença, ir a luta. Tombo meninada foi feito para se levantar e continuar adiante e ficar esperto onde "se coloca o pé", pois tem muito "malandro pisando em cova" em trocadilhos, "tem muita gente escolhendo um caminho mais doloroso para seguir" e consciente.
Malandragem é saber seu limite, onde se deve parar e não querer mostrar para os outros o que não é e o que não se tem. Deus minha gente criou todos iguais, com as mesmas possibilidades. Na vida não tem "jeitinho", tem é atitude de buscar melhorar-se cada vez mais de aprender a viver e ganhar maturidade. "Só ensina quem já aprendeu e não quem ainda esta na primeira série"
Muitos me criticam pelas minhas vestes brancas e trazem seu coração escuro pelo preconceito vacilo de quem se julga superior a todos e segue uma verdade que nem ele mesmo conhece.
Muitos falam de meu punhal, mas cortam e ferem seu semelhante com suas palavras todos os dias dentro e fora de seus lares e o meu punhal "malandro" só corta demanda.
Na minha imagem "figura" o branco simboliza como dever ser nosso interior, ou seja, LIMPO!
Minhas mãos juntas simbolizam a fé que de Aruanda infelizmente vemos poucos "aqui em baixo" praticá-la em qualquer credo.
O livro em meus pés significa que para crescer é preciso conhecer-se a si próprio.
O vermelho de meus adereços simboliza a vitalidade a alegria que todo bom "malandro" deve ter para encarar os problemas que ele mesmo cria em sua vida.
Muitos falam, poucos conhecem! Muitos julgam poucos compreendem! E assim caminha a nossa Umbanda esclarecendo e lutando para com muita "malandragem" e muita ginga ganhar seu espaço.
Santa figura ninguém é, então que cada um reflita antes de julgar...


"Sou santo ou demônio?
Justo ou pecador?
Tira isso da cabeça meu menino!
Sou ZÉ PELINTRA
Malandro da luz e sirvo a nosso Senhor"
...Seu Zé Pelintra quando vem
Ele traz a sua magia
Para salvar todos seus filhos e retirar feitiçaria...

Mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas


"A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa.Umbanda é humildade, amor e caridade - esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que safram desta Casa. Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade. Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria.

Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas".

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mensagem dos Ciganos! Salve ao povo do Oriente!


       “Nós Ciganos só temos uma religião: a liberdade.
Quando se morre, se deixa tudo: um miserável carroção ou um grande império.
E nós cremos que naquele momento é muito melhor termos sido Ciganos do que reis.
Não pensamos na morte.
Não a tememos.
O nosso segredo está em gozar a cada dia as pequenas coisas que a vida nos oferece e que os outros homens não sabem apreciar: uma manhã de sol, um banho na nascente,o olhar de alguém que nos ama.
É difícil entender estas coisas, eu sei. 
Ciganos se nasce.
Gostamos de caminhar sob as estrelas.
Contam-se coisas estranhas sobre os Ciganos.
Dizem que lêem o futuro nas estrelas e que possuem o filtro do amor.
As pessoas não crêem nas coisas que não sabem explicar.
Nós, ao contrário, não procuramos explicar as coisas nas quais cremos.
A nossa é uma vida simples.
Basta-nos ter o céu por telhado, um fogo para nos aquecer e as nossas canções, quando estamos tristes.”

Papel dos Boiadeiros a Umbanda


Muito temos escutado e lido a respeito dos espíritos que na Umbanda se manifestam na irradiação de um boiadeiro, mas o que realmente os compete fazer dentro da religião de Umbanda?
Os Boiadeiros na Umbanda tem como papel fundamental participar nos grupos que recolhem espíritos sofredores, eguns, quiumbas, íncubus e súcubus que geram transtornos espirituais em suas vitimas do plano espiritual.
Seus laços formam campos de força que contem a energias destes espíritos e os prendem dentro deste campo  possibilitando assim o resgate dos mesmos, para que possam de acordo com a sua necessidade serem reconduzidos a sua evolução natural dentro da Lei e da Justiça Divina.
Muitos afirmam que os boiadeiros são espíritos que já foram um exu por exemplo pelo fato de presenciarmos  ações conjuntas entre exus e boiadeiros.
Estas ações se estendem para cidades, bairros, ruas como forma de descarrego de energias densas criadas por vibrações mentais no cotidiano, até os trabalhos de desobsessão nas casas espíritas e Umbandistas.
Os boiadeiros também tem um papel muito importante no equilíbrio psicoemocional dos participantes destas reuniões, onde auxiliam no equilíbrio das emoções desgovernadas muitas vezes reflexo dos ataques sofridos pelas obsessões complexas a seres individualmente ou mesmo a grupos de médiuns onde o ataque visa o desequilíbrio de um centro.
Nos resgates feitos nas esferas negativas os boiadeiros tem papel importante na criação e sustentação juntos com os exus de campos de contenção energética, pois nestas regiões os grupos de resgate costumam ser atacados pelo astral inferior e o papel dos boiadeiros é de suma importância no mesmo.
Enfim isso é um pouco da ação destes irmãos da luz que constantemente se manifestam nos terreiros de Umbanda, nas casas espíritas e ainda nos dias de hoje são poucos compreendidos.

Salve todos os boiadeiros...

           

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Informações sobre os Eres! Salve as crianças!


Saudação: Erê.
Habitat: jardins, praças floridas, parques de diversão.
Essências:flor de maçã, camomila, miosótis.
Elemento: sentimento de alegria e paz.
Cor: azul claro e/ou rosa e branco.
Dia: domingo.
Local de Trabalho: jardins, praças floridas, parques de diversão.
Flores: palmas cor-de-rosa, monsenhor cor-de-rosa.
Guia: 134 contas, sendo 67 brancas e 67 rosas. Dispor 1 branca, 1 rosa, etc. Firma conforme a vibração originária. Praia: azul claro; Mata: verde; Cachoeira: amarela; Poeira: azul escuro; etc.
Libação: água com açucar, guaraná ou qualquer outro refrigerante.
Fita: azul claro, rosa, amarela, branca.
Pedras: quartzo rosa, turmalina rosa (rubelita), rodocrosita
Metal: da vibração originária.
Saúde: dores de cabeça, dores musculares e vômitos.
Objetivo: casamentos, gravidez, boas vendas
Vela: branca, azul clara e/ou rosa.
Ervas: cambará; caruru; maracujá.
Amalá: manjar, doces, cocadas

Oração para Cigana!

És uma linda flor que desabrocha no amanhecer és um espírito de luz
És a lua que clareia nossas mentes para que possamos dar um conselho na hora certa.
És o espírito que nos dá força para superarmos todos os nossos obstáculos.
És a estrela brilhante que ilumina nossas vidas neste planeta Terra.
És um espírito maravilhoso que à noite vigia nossos sonhos, impedindo a aproximação de espíritos maléficos
Cigana, com tuas fitas coloridas, estás sempre transmitindo a força do arco-íris.
Sempre que o aflito te invocar, possas transmitir-lhe a energia da paz, da harmonia e da consolação.
Que, ao olhar a chama de uma vela, possamos sentir a tua presença.
Que, ao tocar um cristal, possamos sentir a tua energia positiva.
Que, ao sentir o aroma de violetas, possamos sentir que estás nos confortando.
Cigana, cobre-nos com tua saia colorida, escondendo-nos dos invejosos e mostrando a eles que o caminho não é esse.
Cigana encantada, que nesta hora possamos sentir segurança, paz e felicidade.
Com teu encanto, encanta coisas boas para que os nossos caminhos não tenham obstáculos.
Desencanta todas as perturbações que existam nos lares, Cigana, cura aqueles que estejam doentes do espírito, da alma, da matéria,
Com o poder do Pai-Sol
Com o poder da Mãe- Terra,
Nós te pedimos que nossos pedidos sejam atendidos.
Por Santa Sara, a padroeira dos ciganos, e por todos os espíritos ciganos que viveram e sofreram nesta Terra, nesta corrente de fé, Cigana.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Oração para acender vela ao caboclo pena Branca.


Em nome de zambi todo poderoso.
Eu invoco o grande Pena Branca
Fiel espirito índio, grande herói
Zelador de meu altar e morada
A você que me guia e conhece minhas necessidades
Peço proteção e luz
Livrai-me de toda má intenção
Inimigos ocultos ou manifestados
Vigia meus caminhos
Te ofereço essa vela (verde) meu grande Caboclo Pena Branca.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Seu zé!


Muitos me chamam de malandro, aproveitador, enganador até de exu sou chamado! Éééé!!! Os encarnados gostam de colocar muitas palavras na "boca dos mortos" o que nem sempre traduz aquilo que nós deste lado de cá da vida realmente somos.
Mas como nossa Umbanda já passou de seus 100 anos, resolvi agora dar a minha palavra para "fechar" um pouco a boca daqueles que muito falam da Umbanda e suas entidades, mas infelizmente nada sabem da mesma e muito pouco de nós.
Quando falamos de "malandros", logo lembramos daquele que leva vantagem em tudo na vida, enganando, mentindo e se aproveitando da boa vontade dos que são conhecidos como mais fracos o que eu José Pelintra diria "menos informados e preparados em sua fé"!
Para quem tem uma mente doentia este seria o melhor adjetivo para os malandros, mas nas próximas linhas "camarada" vou lhe mostrar o "outro lado da moeda".
Um verdadeiro malandro sabe:
Driblar os obstáculos que a vida lhe impõe com um sorriso e confiança em Deus, pois se tudo na vida tem começo e fim inclui aí também a nossa passagem neste mundo, suas dores não são eternas. Sorrir quando tudo é alegria é fácil, ele já nasce na face, mas sorrir e ter fé quando as coisas andam meio "de lado" é só para quem tem ginga.
Malandragem não é se julgar coitado esquecido de Deus e dos Orixás, é mexer-se, fazer a diferença, ir a luta. Tombo meninada foi feito para se levantar e continuar adiante e ficar esperto onde "se coloca o pé", pois tem muito "malandro pisando em cova" em trocadilhos, "tem muita gente escolhendo um caminho mais doloroso para seguir" e consciente.
Malandragem é saber seu limite, onde se deve parar e não querer mostrar para os outros o que não é e o que não se tem. Deus minha gente criou todos iguais, com as mesmas possibilidades. Na vida não tem "jeitinho", tem é atitude de buscar melhorar-se cada vez mais de aprender a viver e ganhar maturidade. "Só ensina quem já aprendeu e não quem ainda esta na primeira série"
Muitos me criticam pelas minhas vestes brancas e trazem seu coração escuro pelo preconceito vacilo de quem se julga superior a todos e segue uma verdade que nem ele mesmo conhece.
Muitos falam de meu punhal, mas cortam e ferem seu semelhante com suas palavras todos os dias dentro e fora de seus lares e o meu punhal "malandro" só corta demanda.
Na minha imagem "figura" o branco simboliza como dever ser nosso interior, ou seja, LIMPO!
Minhas mãos juntas simbolizam a fé que de Aruanda infelizmente vemos poucos "aqui em baixo" praticá-la em qualquer credo.
O livro em meus pés significa que para crescer é preciso conhecer-se a si próprio.
O vermelho de meus adereços simboliza a vitalidade a alegria que todo bom "malandro" deve ter para encarar os problemas que ele mesmo cria em sua vida.
Muitos falam, poucos conhecem! Muitos julgam poucos compreendem! E assim caminha a nossa Umbanda esclarecendo e lutando para com muita "malandragem" e muita ginga ganhar seu espaço.
Santa figura ninguém é, então que cada um reflita antes de julgar...

"Sou santo ou demônio?
Justo ou pecador?
Tira isso da cabeça meu menino!
Sou ZÉ PELINTRA
Malandro da luz e sirvo a nosso Senhor"
...Seu Zé Pelintra quando vem
Ele traz a sua magia
Para salvar todos seus filhos e retirar feitiçaria...
Saravá malandragem
José Pelintra do Morro Grande




Salve Seu Zé, Salve Sua Malandragem!!!



Deus Proteja toda a Falange de Malandros...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Prece para os Pretos Velhos.


Meus benditos Pretos e Pretas Velhas
Meus santos, Guias, e espíritos protetores
Mestres divinos da linha das almas
Abençoai esta casa e os meus passos
Aplacai a força dos nossos inimigos.
Meus queridos Pretos Velhos
Que a sua candura e bondade
Recai sobre nós
Como o véu do divino amos
Meus Pretos Velhos
Dai-nos fé, esperança e felicidade
Eu adorei as almas
Saravá, meus Pretos Velhos.

domingo, 16 de setembro de 2012

Como o boiadeiro chega no terreiro?



Ele chega todo feliz.
Uma felicidade que contagia à todos que estão no terreiro. Os que choravam, esboçam um sorriso na canto da boca, os que já estavam felizes, vêem sua felicidade transbordada.

De repente se ouve o sacudir do laço e um grito: ê Boi!

É ele, o boiadeiro acaba de chegar no terreiro, trazendo consigo a magia da felicidade para embalar os corações ali presentes.

Mas não se engane!

Por traz de toda aquela felicidade, ele traz consigo na mesma medida a seriedade rústica para comandar o seu trabalho.

São espíritos que já encarnaram na Terra e viveram como boiadeiros, vaqueiros, vaqueiras, roceiros, homem do campo, e em seu lombo como costumam dizer, carregam as alegrias e a experiência das tristezas vividas tão arduamente enquanto encarnados.

Muitos tiveram seus desencarnes de forma violenta e depois de longo estudo no plano espiritual, baixam nos terreiros como matutos, conhecedores da lida, dos espinheiros da vida e nos acenam com a alegria e esperança de novos dias.

Estão sempre atentos, e ao menor sinal de perigo, sacam logo sua “pexeira”.

Com Boiadeiro não se brinca!

Segue pequeno relato de um boiadeiro:
“Tenho cara de bonzinho e sou bonzinho. Mas se bulir com algum camarada, vai sentir minha pexeira no bucho.”

Por outro lado, são excelentes conselheiros, erveiros e sempre falam na cara. Não tem papas na língua.

Seus costumes variam. Os que tomam uma cachacinha e fumam seu paieiro normalmente trabalham na demanda. Outros fumam seu paieiro e tomam o preto (café) que normalmente servem à seus consulentes como remédio, portanto cura.

Salve os boiadeiros, que nos trazem não só a alegria de viver, mas a retidão que nos incutem, a responsabilidade,  a esperança e a fé de que dias melhores virão.

Lembrem-se: Boiadeiros também são Caboclos...
Getruá! Salve os Caboclos Boiadeiros!!!