terça-feira, 16 de outubro de 2012

Adolescentes e Jovens na Umbanda!


   Eu tenho 16 anos e no meu terreiro a maioria dos médiuns e frequentadores  são jovens e com a maturidade espiritual enorme! Achei um texto MUITO interessante que trata desse assunto e resolvi postar:

É muito importante entendermos que as religiões precisam construir seu futuro e para isso, devem preparar os seus integrantes desde a infância para que ao chegarem à idade adulta possam dar continuidade aos preceitos e rituais com conhecimento e segurança. 

É fundamental que essa informação contenha noções básicas sobre moral, ética, cidadania, orientações para a vida, orientações da religião Umbanda em relação a sua história, tradição, rituais e fundamentos. Pois, é através dessa formação que são construídos os laços religiosos no coração e no espírito de seus adeptos que no futuro serão seus mantenedores.

A Umbanda é uma religião mediúnica! Mas, não devemos esquecer que existem mais de 100 modalidades de mediunidade, e dentre elas, a de incorporação que é a mais visível nos Terreiros, porém não é a única forma de expressão de nossa religião. Todos os integrantes de um Templo de Umbanda, desde a assistência até aos que trabalham na Gira, são Filhos de Fé. Cada um se equilibrando e harmonizando de acordo com sua missão mediúnica.

A Umbanda deve e tem que preocupar-se com o seu futuro. Não só pela sua missão de caridade e orientação ao próximo como também no sentido para que se formem pessoas melhores e esclarecidas que construirão o mundo do futuro de forma mais consciente e fraterna, consequentemente estará plantando a sua continuidade no nosso Planeta Azul. Esta atenção é um dos itens que fazem parte da responsabilidade da nossa Umbanda, isto é, irradiar a base dos ensinamentos do Mestre Jesus, nosso Médium Supremo, às novas gerações.

Devemos criar um determinado espaço e horário, seja semanal, quinzenal ou mensal para palestras, bate papos e aulas que informem sobre a vida, a religião Umbanda,  suas mensagens, moral, mediunidade, ética, como vivenciar a espiritualidade no dia a dia, assim formando o Homem cidadão e o Umbandista do amanhã.

É muito importante também que os instrutores que vão desempenhar tal tarefa se reciclem com informações, conhecimentos e amor. Se alegrem para receber esses espíritos jovens cheios de energia, disposição e curiosidade. É indispensável que os instrutores tenham disposição e humildade para ouvi-los e esclarecê-los, que falem a sua linguagem, os respeitem, compreendam e os enterneçam.

A Umbanda precisa criar em suas crianças e adolescentes o orgulho sadio e a alegria de pertencer a uma religião Fraterna e de terem o conhecimento suficiente para poder falar e explicar sobre a Umbanda quando estiverem e forem perguntados por seus familiares, amigos e colegas, seja na escola ou outros lugares de convivio social. As crianças e adolescentes Umbandistas sofrem muitas vezes discriminações e constrangimentos pelo fato de não saberem informar, explicar em uma conversa o que é a Umbanda. É também importante para eles que tenham conhecimento não somente da Umbanda como uma visão geral de outras religiões. Enaltecendo a saudável convivência com a diversidade, respeito e liberdade religiosa.

As crianças de nossos dias e os adolescentes são a geração do 3º Milênio. Espíritos que tem um enorme banco de dados de conhecimento acumulado e que estão nascendo numa Era de informações ultra dinâmicas, a globalização, onde o tempo se torna cada vez mais curto, e os pais cada vez menos presentes, devido principalmente, à busca da sobrevivência do dia a dia. Esse grupo de jovens necessitam e são permeáveis de uma base sólida, pois serão eles o futuro da Umbanda , do País e do Planeta.

Se os Umbandistas não perceberem que “quem sabe faz a hora! E a hora é essa!”, em relação a urgência e necessidade de informar e formar suas crianças e jovens, estarão então abrindo mão da sua responsabilidade para com o futuro e serão cobrados pelo que deixaram de fazer para essas novas gerações.

Umbandistas reflitam sobre o assunto! Socorrer, orientar, amparar, ouvir, aprender, ensinar e sedimentar o Bem, a Fé e o Amor nos corações das próximas gerações é tarefa de todos os Filhos de Fé.

Nossos jovens além de sentir! Precisam ver e ouvir! Através da irradiação do conhecimento a verdadeira face da Umbanda, uma religião conforme as orientações de seu fundador na materialidade o Caboclo das Sete Encruzilhadas, a Umbanda é antes de tudo, Ética! Caridade! Ecologia! Pois respeita a natureza, os animais, enfim, todos os seres vivos! Formando uma Rede de Fraternidade no Planeta Azul rumo à Nova Era no caminho ao Astral Superior.

Por que do Desenvolvimento Mediúnico?




A mediunidade é vista por muitos como um grande fantasma, algo que deve ser tratado e retirado da vida de uma pessoa já que ela é responsável por prováveis malefícios na sua vida. Já por outros é vista como um carma, algo pesado que se tem para carregar. Outros ainda consideram-na como um dom que nos torna muito especiais. Mas será que realmente ela é prejudicial, um fardo ou algo exclusivo?

Segundo ensinamentos espirituais, 30% das pessoas já nascem portadoras de faculdades mediúnicas plenamente desenvolvidas, sejam elas conquistadas noutras vidas ou no tempo em que estiveram no astral.

Isso acontece por a mediunidade ser uma das mais poderosas ferramentas para o desenvolvimento consciencial e espiritual do ser humano.

Independentemente da crença religiosa de cada um, é notório que quase todas (para não dizer todas) as filosofias espirituais e religiosas vieram por inspiração ou pelo ensinamento de seres espirituais considerados de alto grau ou luminosidade e que as mesmas serviram como regra ou padrão para um desenvolvimento equilibrado e natural da humanidade. Claro que temos que levar em conta a cultura local e a época em que foram passadas tais orientações.

A humanidade evoluiu e, conseqüentemente, as religiões e a espiritualidade como um todo, adaptando-se aos novos meios e aos novos tempos, sem nunca deixarem de ser o que são: vias de desenvolvimento humano.

Vimos também em relatos históricos que a queda de antigas civilizações se deu ao facto do afastamento progressivo da sua sociedade das condutas religiosas, espirituais e éticas propagadas pelas mesmas, pois estas serviam para manter uma estabilidade e um equilíbrio no seu meio.

Sabemos que alguns vão dizer que alguns conceitos ficaram ultrapassados e ilógicos. Vamos ter que concordar. Afinal de contas, tudo evolui. Mas também sabemos que alguns deles sempre estiveram, estão e estarão corretos por serem verdades irrefutáveis.

Não vamos aqui falar de conceitos religiosos verdadeiros ou falsos, mesmo porque cada religião e sociedade têm os seus próprios meios de os ver, interpretar e entender e não somos nós que iremos armar-nos em donos da verdade.

“É tolo aquele que deseja uma prova do que não pode perceber;
E é estúpido aquele que tenta fazê-lo acreditar.” 

William Blake

Mas quando nos afastamos de Deus e dos seus valores eternos e internos, passamos a criar desequilíbrios pessoais e interiores. Isso é um fato e se isso acontece em larga escala, com certeza criaremos também problemas sociais.

E o que isso tem a ver com mediunidade?
 Tudo – respondemos nós.

Acreditamos que muitos já devam ter ouvido falar de um “tal” de desequilíbrio mediúnico que leva tantas pessoas a sofrer. Mas será mesmo que a mediunidade se desequilibra?

De forma nenhuma – respondemos nós – pois a mediunidade é um sentido, uma capacidade natural do ser humano de se conectar com o invisível ou, se os mais cépticos preferirem, com o abstracto. Porém, se não fosse pela nossa condição mediúnica, inerente a todo o ser humano, não seríamos capazes de realizar uma única oração que fosse. Ou não é verdade que o acto de rezar é uma forma de se comunicar com planos espirituais ou invisíveis?

E sentido é algo que não se desequilibra, mas pode dar “defeito” ou ser mal utilizado, por exemplo: uma pessoa que só vê maldade em tudo, é a sua visão que está em desequilíbrio ou é um desequilíbrio da sua personalidade (maldosa)? Diferente de uma pessoa que passa a ter problemas de visão ou fica cega pois deixa de ver com nitidez ou mesmo de todo, certo?

Pois bem, por acreditar que quem desequilibra a sua condição mediúnica é o próprio médium, através dos seus próprios comportamentos psíquicos, emocionais e sociais (independentemente dos motivos que o levaram a isso), achamos que um reencontro desse mesmo médium com Deus, através de uma religião, é capaz de equilibrá-lo novamente. O ensino de Deus, das Suas divindades e dos valores morais ligados a Ele e a ela (religião), não só o ajuda na sua transformação interior como também no seu fortalecimento e equilíbrio enquanto indivíduo. A isso também chamamos de desenvolvimento mediúnico, pois o acto de desenvolver a mediunidade não pode ficar apenas no exercício e no treino mediúnico. É preciso antes ensinar, pois se não houver um entendimento da mesma não irá ter o resultado almejado, que é o bem-estar do indivíduo. Por isso é tão comum um médium ir um templo umbandista e escutar da entidade “ filho, o seu problema é mediunidade e você precisa desenvolvê-la para melhorar”, porque um desenvolvimento mediúnico bem orientado ajuda a desenvolver a consciência de que é preciso também uma transformação interior que o ligará novamente a Deus, Suas Divindades e Seus princípios Divinos que o fortalecerão e o equilibrarão.

Claro que sabemos que uma atividade mediúnica fora de controlo, seja numa criança, num jovem ou mesmo num adulto, torna o ser muito mais sensível aos problemas do meio, deixando-o triste e perturbado psicologicamente, desinteressado pela vida, criando vários bloqueios e problemas físicos, psíquicos, materiais, profissionais, sentimentais, etc., que precisam ser orientados e cuidados.

Por isso a Umbanda utiliza o recurso mediúnico de incorporação para o equilíbrio e fortalecimento interior dos seus médiuns que, através dos seus Guias, passam a fortalecer-se, a aprender e, com o tempo, através deles e das suas bases, orientar os consulentes que comparecem nas suas sessões religiosas ou giras em busca de força, saúde, equilíbrio e felicidade para as suas vidas.

Estudo sobre a Lua!

A Lua possui a energia feminina. Ela propicia equilíbrio, beleza, amor, proteção, intuição, sabedoria, juventude, força, sensualidade e favorece a realização dos sonhos.
Dia da Semana: Segunda-feira
Elemento: Água
Planta: Dama-da-noite
Pedra Preciosa: Pedra da lua e Pérola
Metal e cor: Prata


1 – Lua Nova
Sua energia é favorável para despertar o potencial latente, favorecendo os novos começos em todos os sentidos: negócios, empregos, amor e vida. É a fase do plantio para impulsionar a germinação. A fertilidade está no seu nível máximo. Também é favorável para conceber uma criança; fazer reformas ou começar uma obra; artes em geral; fazer cirurgias; contratar empregados domésticos ou não; começar novos estudos.

2 – Lua Emergente
É a entre fase da Lua Nova para o Quarto Crescente. Sua energia gera coragem para começarmos a ação para o nosso projeto. É o tempo para a manifestação para a semente que plantamos.

3 – Lua Quarto Crescente
A Lua luta para se manifestar em toda a sua plenitude. Tudo sob sua influência compete entre si. Os projetos iniciados na Lua Nova começam a ser energizados pela luz solar e se solidificam. É o momento propício para estruturar e tornar prático o que antes era apenas um sonho. É o momento favorável para: cortar cabelo quando se quer acelerar seu crescimento, embora ele nasça mais fino; apresentar projetos publicamente; engordar; exercitar-se fisicamente, pois há aumento de vigor; assinar papéis importantes; viajar, comunicar-se, escrever; começar trabalhar, mas com muita determinação; fazer acordos e parcerias comerciais. É a fase do crescimento da nossa semente, do nosso projeto, quando ele está criando forma, identidade e força.

4 – Lua Convexa
É a entre fase do Quarto Crescente para a Lua Cheia. Sua energia revela a verdade oculta nos obstáculos e acontecimentos que ocorrem nas transformações. É a fase do florescimento e dos detalhes para garantirmos a nossa colheita.

5 – Lua Cheia
É o ápice da irradiação do poder lunar à Terra. A energia e vibração da lua plena são fortíssimas, trazendo força psíquica, clarividência, favorecendo a prosperidade, a abundância e a plenitude em todos os sentidos. Ela se manifesta das formas mais estranhas: doentes mentais começam a andar durante o sono, feridas sangram mais que o normal, ervas colhidas têm mais força.Se os obstáculos surgidos na Lua Crescente foram enfrentados e se todas as etapas próprias do processo de crescimento foram cumpridas satisfatoriamente, essa fase será de realização, sucesso e triunfo merecidos. Caso contrário, a sensação desse momento, será de frustração, conflito e muita ansiedade.O humor e o estado de espírito também se encontram alterados. As reações emocionais se tornam muito mais intensas e podem se desequilibrar facilmente. Em compensação, a sensibilidade e o romantismo estarão no máximo de suas possibilidades. É o momento de encontrar um grande amor e equilíbrio para o futuro, afinal, o Sol e a Lua estão do mesmo tamanho visual no céu.
É também o momento favorável para: conseguir impressionar seus semelhantes; exercitar o magnetismo pessoal; sair e se divertir; acelerar o amadurecimento de frutas e legumes; colher ervas curativas; buscar prosperidade.

6 – Lua Disseminadora
É a entre fase da Lua Cheia para a Lua Minguante. Sua energia direciona e dispersa os instintos primitivos para fortalecer o nosso poder. É a hora da colheita, um momento propício para a avaliação e introspecção para a clareza dos resultados.

7 – Lua Quarto Minguante
Sua vibração e energia são poderosas para neutralizar, limpar e cortar todo o mal e tudo que possa ser nocivo em nossas vidas. É o balanço das recompensas, das descobertas, reaprendendo para o novo plantio, trabalhando com o desapego e sentindo a energia do morrer para renascer. É a época certa para dividir com outras pessoas o sucesso que foi alcançado durante a Lua Cheia (frutos aqui compartilhados se multiplicarão).
É também o momento favorável para: emagrecer e fazer dietas; feitiços de banimento e limpeza; desintoxicar-se com ervas; fazer reformas; cirurgias de pequeno porte; arrumar a casa; consertar roupas; cortar despesas; terminar relacionamentos; preparar conservas de frutas e legumes.

8 – Lua Balsâmica
É a entre fase do Quarto Minguante para a Lua Nova. Sua energia é regeneradora libertando-nos de tudo o que é falso, dissolvendo os nossos apegos e as nossas limitações, encaminhando-nos para novos caminhos. É a hora da renovação, da meditação, da purificação e da preparação para o novo ciclo.

9 - Lua Negra
Esta lua aparece todos os meses nas 3 primeiras noites da Lua Nova, quando ela é invisível no céu, dada a sua proximidade com o Sol. É um período para fazer feitiços de banimento ou neutralizador de feitiços a ti mandados. É preferível ficar em casa e não sair à noite, pois há muitas forças negativas agindo na Terra nessas noites.Sua conexão com vários mundos é muito forte, portanto todo o cuidado é pouco na hora dos rituais. Usamos velas pretas para afastar energias negativas, brancas para os novos começos e vermelhas para a força realizadora.

10 – Lua Azul da Abundância
É o nome dado à segunda Lua Cheia dentro do mesmo mês. Ela reforça a energia plena da Lua Cheia, trazendo muita força magnética e poder, dando maior intensidade a todos os rituais. É um momento de muita força e devemos usar elementos azuis para “puxar” a sua luz e a sua energia para nossa total evolução. Sua energia é ótima para o preparo de águas lunarizadas e todos os trabalhos que pedem energização lunar, sem contar os feitiços amorosos.

11 – Lua Rosa dos Desejos
São as Luas Cheias mais próximas dos Sabbats: 01/02 Lammas; 30/04 Samhain; 01/08 Imbolc; 31/10 Beltane (datas no hemisfério sul).Sua energia favorece a realização dos nossos sonhos. Diz a tradição que, se tivermos merecimento, o nosso pedido será realizado dentro de três Luas Cheias.

12 – Lua Violeta da Reflexão
É o nome da segunda Lua Nova dentro do mesmo mês. Sua energia é purificadora e ajuda-nos a encontrar nossa verdadeira essência espiritual.


AS LUAS E AS DEUSAS
AFRODITE – deusa grega da lua nova e crescente. Ligada ao amor, beleza e sedução.

ANUKET – deusa egípcia da lua crescente. Anuket era uma Deusa nutridora não só da terra, mas também do faraó. Foi retratada amamentando o jovem Ramsés II, transmitindo-lhe poder, saúde e muita alegria.

ÁRTEMIS – deusa grega da lua crescente (Diana para os romanos). deusa da caça e dos animais selvagens, especialmente os ursos. Ártemis era também a deusa do parto, da natureza e da colheita.

CIBELE – deusa grega da lua cheia. Cibele era a deusa dos mortos, da fertilidade, da vida selvagem, da agricultura e da Caçada Mística.

CIRCE – deusa grega da lua nova. Deusa de poções e poder, sobretudo o poder de vingar os aviltados.

EGERIA – deusa romana da lua cheia, ligada a leitura de oráculos.

FEBE - é a Deusa grega da lua cheia. Seu nome quer dizer "brilhante", nome que foi emprestado ao seu neto Apolo, chamado de Febo. Febe era uma antiga deusa da profecia e dividia o Oráculos de Delfos com Gaia (sua mãe) e com Têmis (sua irmã).

GESTINANNA – deusa suméria da lua cheia. Deve ser invocada sempre que tivermos um sonho e não soubermos interpretá-lo.

HÉCATE - Era a deusa grega da lua negra e das encruzilhadas. Também é uma deusa da feitiçaria e da magia negra. Também é a deusa da lua minguante, da noite e da magia, guardiã dos caminhos e senhora da sabedoria.

INANA – deusa suméria da lua crescente, Em época de mudanças, esta deusa sempre está presente e pode ser invocada.

ÍSIS – deusa egípcia da lua cheia. Ísis, antes de tudo, é provedora da vida. Ísis era invocada nas antigas escrituras como a senhora da cura, restauradora da vida e fonte de ervas curativas. ela era venerada como a senhora das palavras de poder, cujos encantamentos faziam desaparecer as doenças.

LUCINA – deusa romana da lua crescente. Ligada ao parto e menopausa.

MEDUSA – deusa grega da lua cheia. Ligada a proteção feminina, leitura de oráculos, artes mágicas e sedução.

MINERVA – deusa romana da lua nova. Ligada ao comércio, educação e justiça.

MORGANA – deusa celta da lua cheia. Ligada a saúde, leitura de oráculo, artes mágicas e sedução.

PERSÉFONE – deusa grega da lua minguante. Esposa de Hades e rainha do inferno

SELENE - deusa grega da lua cheia. Era a maior divindade do firmamento, quase tão importante quanto o Sol. Selene era o órgão visual da noite e a rainha do silêncio.

TELITA – deusa babilônica da lua crescente. Rainha da lua. Tudo o que for pedido a ela sob os raios da lua, será atendido.

domingo, 14 de outubro de 2012

Porquê Exu fuma e bebe?


A Umbanda, seus médiuns, os espíritos que nela trabalham e, em particular, os espíritos que trabalham na linha de Exu são alvos de muitas críticas devido ao uso da bebida alcoólica e do fumo durante alguns trabalhos.  Essas críticas baseiam-se no conhecimento, com o qual concordamos plenamente, de que o vício e a mediunidade responsável são incompatíveis.  Por isso, a Umbanda é comumente associada a espíritos ainda muito apegados à matéria e/ou a médiuns despreparados e de precária estrutura moral.
Cientes de que não é o nome ou forma de expressão de um espírito, e sim suas obras e mensagens, que nos dá um testemunho de sua elevação moral e, assim, cientes que espíritos de diversos níveis podem vir a trabalhar utilizando-se do nome “Exu”, é natural que façamos a seguinte pergunta: Como conciliar o uso de elementos materiais, como o fumo e a bebida, com um trabalho responsável em prol da caridade, realizado por um espírito de luz?  Em outras palavras, supondo-se que o espírito de um Exu pode ser, de fato, um espírito de alta elevação moral participando de um trabalho sério, por que Exu fuma e bebe?

Sabemos que cada grupo de trabalho, cada médium e cada espírito vivem em uma realidade própria e complexa; não podemos, assim, generalizar nenhuma resposta única para essas perguntas.  Podemos, no entanto, pôr em evidência possíveis razões pelas quais uma entidade de Umbanda, e em particular um Exu, pode se utilizar do fumo e da bebida durante os trabalhos. Essas razões, cabe esclarecer, não são necessariamente mutuamente exclusivas; ou seja, elas podem atuar, e muitas vezes o fazem, em conjunto.  A lista de possíveis razões que destacamos abaixo não tem a pretensão de abranger toda a complexidade do assunto mas, esperamos, tem o potencial de ajudar o leitor interessado a entender sua delicadeza e a perceber que há, de fato, uma possível compatibilidade entre essa forma de expressão de um espírito e um trabalho responsável, de propósitos elevados.

Nos caso em que o Exu é um “Exu-de-lei”, ou seja, um espírito de moral elevada, o uso do fumo e da bebida pode ser parte de uma necessidade específica do trabalho espiritual sendo realizado.  Essa necessidade pode ocorrer em vários níveis, nos quais encontramos as seguintes possibilidades:

 1. O Exu está participando de um trabalho no qual está lidando com espíritos ignorantes que usam dos vícios da matéria; a entidade usaria desses objetos para se apresentar de uma forma que facilite a sua comunicação com e/ou seu controle sob esses espíritos ignorantes;

2. É um trabalho que necessita dos elementos químicos encontrados no fumo e na bebida para a realização de trabalhos de magia, nos quais as matérias física e perispiritual são manipuladas e transformadas no ambiente;

 3. O fumo e a bebida fazem parte da caracterização da entidade e essa caracterização ajuda na comunicação entre a entidade e consulentes que, por exemplo, associam um preto-velho que fuma cachimbo ou um Exu que bebe bebida alcoólica como legítimos e, portanto, dignos de confiança e respeito.  Muitas vezes, mesmo pessoas cultas podem levantar dúvidas quanto à legitimidade da comunicação mediúnica quando ela não involve o uso desses instrumentos de caracterização da entidade (nos quais se incluem, também, a mudança de voz ou de postura física do médium, embora esses elementos tenham suas devidas funções, como se explicará melhor em outra oportunidade).  Essa caracterização de Exu, por sua vez, é fundamentada em processos culturais desenvolvidos desde os tempos antigos e presentes no surgimento da Umbanda; basicamente, o espírito de um Exu, desde então, é caracterizado, confundido e comparado com o “diabo” apresentado pelo catolicismo nos tempos da senzala;

4. É um trabalho que visa despertar encarnados e desencarnados ao fato de que o fenômeno mediúnico realmente existe; nesse caso, os espíritos bebem e fumam muito e o médium, após a incorporação, não apresenta resquícios dessas substâncias, nem de seus efeitos, no organismo;

5. O uso do fumo e da bebida, bem como de vestimentas e outros utensílios, facilitam que o médium iniciante assimile a personalidade da entidade comunicante; são, esses elementos, instrumentos usados pela entidade para que o médium permita que a entidade se expresse sem maior influência da personalidade do médium, já que esse se torna mais flexível a uma realidade psíquica estranha à sua.  Naturalmente, essa possibilidade se aplica com mais eficiência nos casos nos quais o médium não se utiliza do fumo e da bebida quando não está incorporado;

6. O uso do fumo e da bebida por uma entidade faz parte de um resquício da maneira de trabalhar do médium, que já vem trabalhando dessa forma há várias reencarnações; faz parte da “cultura mediúnica” do médium: assim ele aprendeu, assim continua a trabalhar;

7. O uso do fumo e da bebida é um resquício da maneira de trabalhar da entidade, que já vem trabalhando dessa forma há muitos anos; faz parte da “cultura mediúnica” da entidade: assim ela aprendeu, assim continua a trabalhar. Nesse caso, no entanto, não há o vício da entidade, pois ela aprendeu a transformar e usar a matéria (na forma de fogo, fumaça, álcool, etc.), desassociando energias negativas para trabalhos de caridade;

8. O fumo e a bebida são manipulados e utilizados pela entidade para reposição energética no médium;

9. O médium gosta de beber e de fumar e, consciente ou inconscientemente, tem a necessidade de fazê-lo. Aí, através do fenômeno mediúnico, ele influencia inconscientemente a forma na qual a entidade se expressa, submetendo-a a se utilizar do fumo e/ou da bebida para satisfazer a necessidade orgânica do médium, que, por sua vez, acha que a entidade é quem necessita/gosta da bebida e/ou do fumo.  Essa interferência mediúnica ocorre da mesma forma no vocabulário, falhas morais, etc, sem impedir, necessariamente, que uma entidade de luz se comunique e trabalhe na caridade, embora essa comunicação sofra a interferência negativa do médium;

10. Em uma variação da possibilidade descrita acima, também é possível que o médium está em um processo de resgate cármico, e passa a usar, dessa vez para propósitos de caridade, elementos que, em outras vidas, ele utilizou para sustentar vícios;

11. O uso do fumo e da bebida podem ser parte de um acordo entre o médium e as entidades que trabalham com ele, o qual foi feito antes mesmo da encarnação do médium e se relaciona às necessidades de crescimento espiritual específicas do médium e/ou de seu grupo de trabalho. Nesse caso, o médium e/ou as entidades assumem o compromisso de trabalhar com esses elementos durante toda a encarnação do médium ou somente por parte dela, por uma ou algumas das razões expostas acima.  Essa possibilidade explica em parte a variedade de formas nas quais se vê Exu trabalhar (ou “ser cuidado”) em diferentes casas de Umbanda.

Finalmente, nos casos em que o Exu é um exu-quiumba, o que temos é um espírito ainda preso aos vícios da matéria que se utiliza de um médium despreparado para a extração de fluidos que saciem seu vício momentaneamente. Em certos casos, além de saciar o vício, esses espíritos podem se utilizar da energia contida nessas substâncias e no médium para a realização de trabalhos de transformação e manipulação da matéria para influenciar encarnados ou desencarnados.

Relatamos acima algumas possíveis razões pelas quais podemos ver um espírito na forma de um Exu fumando e/ou bebendo durante trabalhos mediúnicos. Feito isso, fica clara a importância de se lembrar da necessidade que tem o médium de buscar e desenvolver a sua responsabilidade e disciplina perante o mediunato.  Nos casos nos quais o uso de tais substâncias não fazem parte do programação superior para a encarnação do médium e/ou não são componentes de um processo natural do desenvolvimento da mediunidade, os descuidos do médium o levam a utilizar desses vícios durante a comunicação mediúnica, o que é muito prejudicial à entidade comunicante e ao próprio médium. Somente o equilíbrio e a segurança possibilitarão que o médium exerça as suas faculdades sem os desequilíbrios mencionados acima.

Infelizmente, pela falta de consciência de que cada médium processa sua mediunidade de uma maneira diferente do outro, por ser um indivíduo com características próprias, muitos médiuns são levados a uma conduta perante a mediunidade que simplesmente espelha a realidade de outro médium. É essencial que se entenda que é dentro do coração e da mente de cada médium que a entidade comunicante encontrará todos os requisitos necessários para o desenvolvimento de um trabalho baseado na realidade do mediador, que segue o programa natural para o seu desenvolvimento espiritual bem como o do grupo que o cerca.

Conclui-se, assim, que, de forma geral, nenhuma entidade de luz no trabalho da Umbanda necessita do fumo e da bebida no plano físico, através do médium. Isso se dá porque as entidades podem se utilizar de outros elementos equivalentes ou podem criar esses elementos espiritualmente, na maioria dos casos nos quais eles realmente fazem parte do trabalho da entidade.  No entanto, fica claro também que uma entidade iluminada pode se servir de tais objetos na prática do ritual conforme a necessidade do médium, do grupo, e do trabalho específico.  Além disso, concluí-se também que essas necessidades podem ser compatíveis com um trabalho de caridade sério e responsável.

Ogã e a Mediunidade!


Ser Ogã é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes.

Ser Ogã é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos.

Isso exige conhecimento, concentração, responsabilidade e mediunidade. O Ogã é o médium responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação e equilíbrio harmônico dos rituais.

Diferente do que muita gente pensa, um Ogã pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais onde os Guias responsáveis pelo toque e pelos cantos imantam os seus médiuns Ogãs.

Esses mestres da música atuam ativamente, mas de forma pouco perceptível à grande maioria dentro do ritual de Umbanda e, muitas vezes, são pouco lembrados.

Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãs, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogã como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins.

Salve a Coroa dos Ogãs.

Estudo sobre Anjos de Guarda

Quem cuida de seu filho quando ele não está sob seus olhos?

Você diz que, na escola, os professores são os responsáveis; que em seu lar, você tem uma babá igualmente responsável.

Enfim, você sempre acredita que alguém, quando você não estiver por perto, estará de olho nele. Parentes, amigos, contratados à parte, há, também, uma proteção invisível que zela por seu filho.

Você pode dizer que é seu anjo de guarda, seu anjo bom. A denominação, em verdade, não importa. O que realmente se faz de importância é esta certeza de que um ser invisível debruça sua atenção sobre seu filho, onde quer que ele esteja. E também sobre você. Não se trata de uma teoria para consolar as mães que ficam distantes de seus filhos longas horas. Ou para quem caminha só nas estradas do Mundo. 

Refere-se a uma verdade que o homem desde muito tempo percebeu. Basta que nos recordemos de gravuras antigas que mostram crianças atravessando uma ponte em mau estado, sob o olhar atento de um mensageiro celeste. Ou que evoquemos o livro bíblico de Tobias, onde um anjo acompanha o jovem em seu longo itinerário, devolvendo-o ao pai zeloso, são e salvo.

É doce e encantador saber que cada um de nós tem seu anjo de guarda. Um ser que lhe é superior, que o ampara e aconselha. É ele que nos sussurra aos ouvidos: “Detenha o passo! Acalme-se! Espere para agir!” Ou nos incentiva:

“Vá em frente! Esforce-se! Estou com você!” 

É esse ser que nos ajuda na ascensão da montanha do bem. Um amigo sincero e dedicado, que permanece ao nosso lado por ordem de Deus. Foi Deus quem aí o colocou. e ele permanece por amor de Deus, desempenhando o que lhe constitui bela, mas também penosa missão. Isso porque em muitas ocasiões, ele nos aconselha, sugere e fazemos ouvidos surdos. Ele se entristece, nesses momentos, por saber que logo mais sofreremos pela nossa rebeldia. Mas não afronta nosso livre-arbítrio. Permanece à distância, para agir adiante, outra vez, em nova tentativa. Sua ação é sempre regulada, porque, se fôssemos simplesmente teleguiados por ele, não seríamos responsáveis pelos nossos atos. Também não progrediríamos, se não tivéssemos que pensar, reflexionar e tomar decisões. O fato de não o vermos também tem um fim providencial. Não vendo quem o ampara, o homem se confia a suas próprias forças. E batalha. Executa. Combate para alcançar os objetivos que pretende.

Não importa onde estejamos: no cárcere, no hospital, nos lugares de viciação, na solidão, ele sempre estará presente. Esse anjo silencioso e amigo nos acompanha desde o nascimento até a morte. E, muitas vezes, na vida espiritual. E mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.

Pense nisso! Você pode ter se transviado no Mundo. Quem sabe, perdido o rumo dos próprios passos. Pense, no entanto, que um missionário do bem e da verdade, que é responsável por você, pela sua guarda, permanece vigilante.

Se você quiser, abra os ouvidos da alma e escute-o, retomando as trilhas luminosas. Ninguém, nunca, está totalmente perdido neste imenso universo de almas e de homens.
Pense nisso!

Prece a Oxum


Saravá Mamãe Oxum.

Saravá protetora dos velhos, crianças e dos desamparados.
 
Estendei o Vosso Manto sobre as nossas cabeças.
 
Dai-nos forças para não cairmos extenuados pelo cansaço e pelo desânimo.
 
Dai-nos forças para não nos perdermos nos caminhos da ingratidão e da descrença.

Amparai-nos com o Vosso poder, para que não nos enveredemos pelas estradas escuras do pecado, da ambição, do ódio e da maldade.
 
Afastai de nosso coração o sentimento de vingança.
 
Dai-nos forças para sabermos perdoar os que nos ofendem, os que nos insultam, os que nos perseguem e os que nos humilham.

A Vós Mamãe Oxum, que sois o reflexo divino da Excelsa Nossa Senhora da Conceição erguemos as nossas preces em agradecimento pelas bênçãos que iremos receber através da Vossa interseção junto a Pai Oxalá.

Nas águas das cachoeiras, nos lagos e nos rios, a Vossa força irradia proteção e luz para os sofredores, os enfermos e os angustiados.

Ajoelhamo-nos ante o Vosso Manto luminoso e suplicamos com toda a nossa fé que não nos abandoneis nas horas de aflição e amargura.
 
Ajudai-nos Mamãe Oxum, protegei-nos agora e sempre.

Dai-nos maleime pelas nossas faltas.
 
Perdoai os nossos erros e as nossas omissões.
 
Lançai o esplendor da Vossa luz em nossos caminhos para que nossa humildade se transforme em força, afim de chegarmos até Vós.


Saravá Mamãe Oxum.

Salve Nossa Senhora da Conceição.